Uma das mais de 120 pessoas mortas em ação da polícia do Rio contra o tráfico de drogas, Japinha do CV foi descrita como "bastante cruel" na hora de aplicar corretivos ou sustos. Conhecida também como "musa do crime", Penélope morreu na operação da última terça-feira (28) após relatar intenso tiroteio; fotos do seu corpo já sem vida e com marcas de fuzil na cabeça ganharam a web.
Segundo as autoridades, Japinha desenvolvia grande função na facção criminosa, auxiliando em rotas de fugas para seus comparsas nas comunidades do Alemão e da Penha. Segundo o historiador e escritor Joel Paviotti, em seu canal de Youtube, Penélope também era apontada como segurança de Doca, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho.
"Ela era uma espécie de soldado de elite do Doca", resumiu Paviotti após a ação onde quatro militares morreram e que resultou em convocação do governador Claudio Castro por ministro do STF para "explicações", além de ataques de Fátima Bernardes e de Bruna Marquezine entre outros. A atriz chegou a classificar de "massacre" a operação executada após um ano de planejamento.
Não há, por ora, informações precisas sobre o nome completo e idade de Penélope/Japinha do CV, mas segundo o canal de Youtube ela tinha menos de 20 anos. "Cresceu na Penha, na Vila Cruzeiro, entrou no mundo do crime e aprendeu desde cedo a dar tiros de fuzil, andar armada, fazer segurança e combates na mata", enumerou Paviotti.
"Além disso, relatos de pessoas próximas a descrevem como "uma pessoa bastante cruel quando tinha que dar uma lição em alguém, que era muito 'disposição' e totalmente linha de frente. Era bastante conhecida não apenas no Alemão, mas em diversos outros lugares", concluiu.